Segunda-feira de Carnaval, 15 de fevereiro. Às 21:30 uma aba do navegador já estava dedicada ao hotsite que transmitiria o desfile. Atualizado automaticamente de cinco em cinco minutos não me deu preocupações. Tanto que assisti até os convidados se senterem. Quando o show começou, quase uma hora depois do previsto, o twitter choveu de reclamações dos que não conseguiram assistir online. Lá estava eu, orgulhosa da proeza besta de simplesmente conseguir ver a transmissão ao vivo. Não resisti e começei o Live Tweet, como disse o Ivo Escóssia.
O que consegui com isso? Exatamente o que Marc Jacobs queria: emoção. Deixando de lado o deslumbre matuto por estar acompanhando no momento que acontece, fui mais uma a ser tocada pelo remix de Somewhere Over the Rainbow. Com uma trilha universal como essa (quem tem pai culturete que gosta da hollywood de outrora sabe o valor da canção), as roupas quase ficaram em segundo plano. Sendo que em tempos ávidos pelo hiperoriginal como nossos MJ fez o improvável. Nunca a falta de novidades soou tão positivo. Posso até falar sobre os tweed em saias de linha A, casacos e trenchs com peles em posições estratégicas (a PETA vai amar), ternos à Anne Hall, margaridas destorcidas e estampadas em vestidos de gala e da dose cavalar de brilhos. Porém, o inverno de 2010 não é sobre roupas, nem sobre roupas clássicas. Nem sobre como cartela de tons neutros estão presentes na identidade de Jacobs. Nada disso. Pouca é a necessidade de uma coleção que encha os olhos quando o que o consumidor mais quer – perdão pelo clichê – é encher-se de emoções. E por saber manejar o timming com tanta precisão, Marc Jacobs e seu empresário-twitteiro Robert Duffy, encherão os bolsos de dinheiro. Se assim posso dizer.





















