Ainda no gancho punk do post anteior aproveito pra falar do site que definitivamente formou meu senso estético, o Panx.net/PunkGirl. O ano era 1999. Ninguém se quer sonhava com blogs muito menos blogs de streetstyle. As facilidades atuais de abrir um Face Hunter da vida e escolher um look para se inspirar seriam o paraíso há dez anos atrás. Quem morava em capitais decentes tinha a chance de ver passantes bem vestidos na rua e se apropriar de um ou outro elemento. Adolescentes de cidades provincianas como moi não tinham a mesma sorte. Ou quase. Graças a essa maravilha chamada internet conheci o Punk Girl que não poderia ter chegado em melhor hora.
A melhor sessão do Panx.net funciona como banco de imagens de riot grrrls ao redor do mundo e de diversas épocas. As moças não precisam ser necessarimente punks ou estilosas. Possuir atitude underground e uma banda contam muito mais para o site francês. Se por um acaso a moça tem todos os pré-requisitos, melhor ainda.
Foi pelo PG que tive “idéias brilhantes” como usar minisaia de couro, gorro a 36ºC, rasgar calças da Zoomp, roubar jeans paterno para obter o efeito oversize, pintar o cabelo de vermelho, comprar um óculos de armação grossa para pouquíssimo grau, usar meias arrastão dentro de coturnos em festa de família, encher o rosto de piercings, ficar pesada com tantos braceletes e coleiras com spikes e ter print oncinha em tudo o que for possível.
Nesse surto nostálgico recuperei algumas imagens bacanas do PG. Acabou que, entre as que selecionei, dei para formar grupos de “tendêncinhas” passadas e que pela década de existência podem até soar medonhas mas se bem reinterpretadas podem virar hit nos dias atuais.
- Pervs

Para quem precisa do óbvio posso dizer que óbvio posso dizer que “pervs” vem de pervetido. Roupas coladas à base de couro ou vinil resumem o look que causou no início dos anos 90. O padrão “arrastão” é colocado sobre qualquer parte do corpo assim com as cores fechada gerando sempre fetiche. Se resume na atmosfera sexista.

TUDO em cima de uma única pessoa. Moicano, oncinhas, meia-arrastão, jaqueta de couro com bottons, coleira… TUDO. Simplesmente um resumo do que virá pela frente. O over resume antecipadamente o que qualquer variação de estilo virá a ter. Suporta tudo com o real propósito de realmente não ser básico. D’oh.

Adolescentes não podem negar sua essência. Se são colegiais e não conseguem ser outra coisa, por que não escancarar isso ao extremo? Meia 3/4 é o elemento que mais resprenta a escola fora dela. Óculos de armação grossa tão usado pelos webdesigerns no começo dos anos 2000 veio da onda preppy reinterpretada pelas punkzinhas colegiais.

Um tópico delicado. Antes mesmo de postar conversei com Marco Antônio sobre como denominar as “boyish”. Como seu hobby é colocar um espelho diante das pessoas queridas logo me disse que ambas tem o mesmo tipo de vestimenta. Tentei discutir que não, que as “boysish” tem, além da atitude masculinizada, as calças cargo e tênis de skatista. Não adiantou. Apenas aprendi que não dá pra discutir com capricornianos. Anyway, quero deixar claro aqui que as basics são fundamentadas nas CAMISETAS. Independente da modelagem, qualquer jeans resolve o problema delas. A essência está nas camisetas.

Como já foi dito, charmosa atitude masculina, calças carço e despojamento. Pode parecer segregação sexual mas ninguém pode negar que a atitude forma um estilo. Tanto que as boyish, sapas ou não, são algo ótimo à parte.

Eu tive! E como na minha cidade Jeans Color estava fora de cotigitação precisei me virar com o vermelho mais intenso que a Wella pôde me proporcionar. Ninguém queria ser ruiva. Queriam ser VERMELHAS. Nada mais, nada menos.

A desculpa que minha mãe arranjou pelas brotoejas oriundas dos colorades de metal foi que eu tenho sangue azul. Na verdade, ass coleiras de couro me tiveram muuuuuuuita utilidade. Reinterpretaram completamente a farda do colégio além de esconder os beijos que meu primeiro namorado dava na minha jugular. Nuances vermelhas poderiam até permancer no meu pescoço mas nada subestimava o poder gerado pelas mesmas.